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Hospital Regional de Alta Floresta registra zero infecção hospitalar

Unidade implantou plano de ação para evitar contaminações na equipe e pacientes

Da Assessoria

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional Albert Sabin, de Alta Floresta (700 km de Cuiabá), está há mais de dois meses sem registrar nenhum caso de contaminação cruzada, reinfecção ou por qualquer outra infecção hospitalar.  O resultado foi obtido após esforços da equipe multidisciplinar, que executou um plano de ação que impediu o contágio e proliferação de intercorrências.

A unidade é gerenciada pela Bone Medicina. De acordo com a analista de qualidade da empresa, Vanessa Martins, o efeito é um dos indicadores de qualidade. Isso porque, pontua, as infecções hospitalares são manifestações que se apresentam a partir de 72 horas após a admissão do paciente, em casos onde não há evidências clínicas ou dados laboratoriais que apontem que ela já existia no momento da internação.

“Elas estão relacionadas à assistência em saúde. O Ministério da Saúde revelou que a taxa de infecção hospitalar atinge 14% das internações no Brasil e representa um aumento exponencial no tempo de hospitalização, aumento do custo da internação, além das complicações clínicas e óbitos”, explica a analista. Agora, os esforços estão sendo empenhados para que o atual quadro de controle seja mantido.

Para atingir esse cenário, a gestão implantou no Hospital Regional uma série de medidas, que se tornaram rotineiras, como remanejamentos de fluxo interno, adequação das áreas de convivência e descanso dos trabalhadores, principalmente no contexto do Covid-19.

Além disso, treinamentos periódicos com a equipe assistencial foram realizados, sempre reforçando a necessidade de atendimento com foco em higienização e segurança como lavagem das mãos, transporte de material biológico, manejo do paciente, bem como adaptação de todos os protocolos clínicos de acordo com a demanda institucional, conforme explica a gestora.

A Bone deu ainda agilidade às ações de assistências ao setor. Mas para isso foi necessário realizar análises críticas dos dados e criar planos de atuação, que registrassem os resultados obtidos com as melhorias contínuas. Houve também um intenso monitoramento quanto ao uso de EPIs (equipamentos de proteção individual), NR-32 e classificação de risco.

A coordenadora administrativa da Unidade de Terapia Intensiva, Débora Cristina Palavro, pontua que é disponibilizado aos familiares internados na unidade um boletim diário por cada paciente, onde é apontado toda a evolução médica. Com isso, nesse período, foram emitidos um total de 300 documentos do tipo, com a realização de vinte visitas médicas diariamente.

No período, as visitas presenciais foram suspensas e foi criado um protocolo de visita remota. Todas as famílias dos internados recebiam ligações duas vezes por dia, para que pudessem ser repassadas informações sobre o estado clínico individualizado. Em casos onde o paciente possuía condições de se comunicar, foram realizadas chamadas de vídeo.

“As famílias foram assistidas pela equipe de psicologia, assistência social e pelos médicos da unidade. Durante todo o período de pandemia, a coordenação técnica e clínica e o setor de qualidade realizaram reuniões periódicas e rounds médicos para estabelecer planos de ação, discussão de casos clínicos e analisar os indicadores. Tudo isso para chegarmos nesse patamar”, comemora.

A unidade presta serviços em diversas especialidades médicas e atende, por mês, cerca de quatro mil pacientes. Realiza também atendimento de urgência e emergência, diagnóstico e terapia, maternidade, cirurgias eletivas, tratamento clínico geral e especializado. Os serviços oferecidos para atendimento de urgência e emergência são apoiados com estrutura de diagnóstico 24h em radiologia e patologia clínica.

 

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