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Associação orienta sobre cuidados com a pastagem na transição para período chuvoso

Especialista propõe técnicas que incluem variação na pastagem, resgate de animais e suplementação supervisionada para driblar os prejuízos no início de outubro 

Publicado por: Rosano Almeida

Da Redação 

A equipe técnica da Associação dos Criadores Nelore de Mato Grosso (ACNMT) orienta os pecuaristas sobre os principais cuidados com a pastagem no período de transição entre seca e as primeiras chuvas no final de setembro e outubro. Sem preparação prévia, os prejuízos podem ser sentidos na perda de peso do rebanho e na maior demora de recuperação do pasto. 

Conforme Lorenzo Pacheco, médico veterinário e especialista da Cargill Nutron, que tem parceria com a Nelore Mato Grosso, as próximas semanas são os piores momentos para a fazenda. O gado sofre uma mudança brusca na dieta: de um capim com muita fibra e pouca proteína e água para um capim com pouca fibra e muita água e proteína solúvel, por isso a orientação é para o produtor se preparar previamente. 

“Uma das alternativas é plantar algumas variedades de capim que possuem recuperação mais rápida e respondam melhor às chuvas. Além disso, temos a opção de uma suplementação com o gado fechado no cocho nesta transição para dar uma folga para a planta se formar. Muitos chamam de sequestro ou resgate e é muito viável: consiste na retirada do animal do pasto para áreas delimitadas ou piquetes onde há maior disposição de alimento”. 

Ele explica que a técnica é diferente do confinamento, porque o objetivo não é engordar para o abate, mas evitar que esse gado perca peso durante e depois do período de transição. “Então, delimitamos o espaço para dar folga às demais áreas, pois, uma vez chovendo e sem gado em cima, o capim brota mais rápido. Além disso, o animal fechado mantém quase o mesmo ritmo da alimentação, sem muita variação”. 

Como cada região tem diferentes tipos de solo, as condições de manejo variam no interior do estado e precisam de avaliação técnica particularizada. Lorenzo acrescenta que toda essa preparação exige um investimento inicial do pecuarista, que é recuperado no contexto global da fazenda que tem sua lotação por hectare aumentada e, por consequência, o lucro é maior. “A proposta é manter um ganho de peso aproximado de 700 gramas na recria, com dieta balanceada de mesmo nível energético, para não haver perdas quando animal quando retornar ao pasto”. 

O balanceamento no resgate pode ser feito com uma dieta composta de fibra, proteína e mineral, que conforme a região, inclui silagem de capim, milho ou sorgo; bagaço de cana; e capulho de algodão. Também deve haver os concentrados: milho, DDG, caroço, farelo de algodão, girassol e soja. “Há um maior investimento com volumoso, maquinário e operacional e por isso orientamos o planejamento das técnicas de um ano para outro e com acompanhamento técnico”. 

Neste ano, a região do Pantanal enfrentou a pior seca nos últimos 50 anos, e muitas propriedades ainda tiveram prejuízos com o fogo, então, ele alerta para a importância do planejamento constante. “É importante ter uma organização para o tratamento diferenciado do gado na seca, pois há fazendas sem pasto desde julho, mas, mesmo diante de tantas adversidades, o cuidado maior é agora, na transição, que pode durar entre um mês e 45 dias. Planejar é importante, porque o custo maior sempre é ser pego de surpresa”.  

Mato Grosso possui o maior rebanho bovino do país, com aproximadamente 30,3 milhões de animais, dos quais 80% da raça Nelore e ‘anelorado’. O setor compreende mais de 100 mil produtores, dos quais cerca de 80% com até 290 cabeças. 

 

Nelore Mato Grosso  

 

A ACNMT reúne criadores de todo o estado e tem por finalidade fortalecer e defender a raça que representa 90% do rebanho de corte nacional, promovendo o melhoramento genético animal e a valorização de sua carne. A sede fica no Parque de Exposição Jonas Pinheiro, em Cuiabá. Outras informações: (65) 3624-0182/3322-0712, neloremt@terra.com.br ou na página eletrônica http://www.neloremt.org.br. 

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