Home / Notícias / Alunos da Fasipe conhecem funções e trabalho da Defensoria na defesa da mulher

Alunos da Fasipe conhecem funções e trabalho da Defensoria na defesa da mulher

Uma das funções institucionais do órgão é fazer a defesa das mulheres em situação de vulnerabilidade, reforça defensora durante palestra

Publicado por: Rosano Almeida

Estudantes do curso de direito e de enfermagem da Faculdade Fasipe, de Rondonópolis, puderam conhecer um pouco das atribuições da Defensoria Pública de Mato Grosso e do trabalho do órgão na defesa das mulheres, em palestra ministrada pela defensora pública Giovanna Santos. O evento fez parte das atividades programadas para o mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher.

A defensora levou ao grupo informações sobre as funções da Defensoria Pública, que segundo o artigo 4º da Lei Complementar 80/2014, expressa textualmente que, entre suas funções institucionais está a da defesa da mulher.

“São funções da Defensoria Pública, entre outras, fazer a defesa dos interesses individuais e coletivos da criança e do adolescente, do idoso, da pessoa portadora de necessidades especiais, da mulher vítima de violência doméstica e familiar e de outros grupos sociais vulneráveis, que mereçam proteção especial do Estado”.

Giovanna lembrou que nesse trabalho, percebe a necessidade ainda atual de brigar por igualdade de direitos entre homens e mulheres, já que muitas relatam sofrer preconceito ao exercer suas atividades profissionais, por serem mulheres. Ela acrescenta que elas acumulam o maior número de horas de trabalho semanais, não remuneradas, e que, quando o tema é violência doméstica e familiar, também são as principais vítimas.

“Os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que as mulheres trabalham sete horas e meia, por semana, a mais que os homens em tarefas domésticas e cuidados com pessoas da família. Enquanto elas dedicam 18h semanais nessas atividades, eles gastam 10,5h, segundo levantamento do Instituto feito em 2016”, pontua.

Os dados acima seriam um dos fatores preponderantes para explicar a diferença de remuneração entre homens e mulheres no mercado de trabalho. A coordenadora de População e Indicadores Sociais do IBGE, Barbara Cobo, avalia que em função da grande carga de trabalho doméstico e familiar, as mulheres se sentem “compelidas” a buscar trabalhos mais flexíveis e com carga-horária menor.

A situação explicaria porque elas recebem 76% do valor da remuneração média masculina, mesmo tendo nível educacional e horas de trabalho superiores aos deles.

“Conversamos sobre vários temas, sobre mercado de trabalho, igualdade de salário, casos de discriminação, da necessidade da mulher ocupar espaços por meio da educação, a importância das ações afirmativas, aposentadoria. As mulheres se aposentam mais cedo, não por privilégio, mas por terem se dedicado a cuidar dos outros integrantes da família e por causa disso, terem indo para o mercado mais tarde”, pontua Giovanna.

A defensora lembra que a importância de falar para estudantes de direito e de enfermagem está no fato deles atenderem grupos vulneráveis, que buscam o sistema de saúde ou de Justiça, depois de sofrer algum tipo de violência ou de lesão a direitos. A palestra foi na última sexta-feira (06/03).

 

Assessoria de Imprensa/DPMT

About eurindo junior

Check Also

RJ, PR, MG e MT vencem competição on-line que buscou soluções para a Covid-19

Projetos das crianças vencedoras vão desde carrinho de compras robotizado até aplicativos de notificações para ...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *