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Temer aguarda definição de destino em votação na Câmara dos Deputados

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A Câmara dos Deputados se apressa para votar nesta quarta-feira se autoriza o Supremo Tribunal Federal (STF) a investigar uma denúncia de corrupção contra o presidente Michel Temer, que parece estar em condições de se sair bem desta situação.

A oposição tentou, sem resultado, bloquear a sessão privando-a do quórum necessário para começar, de dois terços ou 342 das 513 cadeiras.

Tampouco conseguiu adiar a sessão com diversas questões de ordem. No meio da tarde, havia 352 deputados no recinto, indicou um jornalista da AFP.

A Câmara deve determinar se a denúncia contra Temer, primeiro presidente denunciado formalmente de um crime de direito comum, será submetida à análise do STF ou se será descartada.

Após o reinicio da sessão à tarde, tomaram a palavra dois deputados partidários de encaminhar a denúncia e dois contrários a essa opção. Antes da votação, que será nominal, os líderes de cada bancada irão falar.

A denúncia por corrupção passiva foi feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, depois de divulgarem em meados de maio uma gravação e um vídeo.

Na gravação de uma conversa entre Temer e o dono da JBS Joesley Batista, o presidente parece dar o aval à entrega de propina ao ex-deputado Eduardo Cunha, que está preso, em troca de seu silêncio.

O vídeo mostra o então deputado Rodrigo Rocha Loures, homem de confiança de Temer, carregando uma mala com 500.000 reais. Segundo a delação de Joesley, o dinheiro era parte de uma propina oferecida a Temer para favorecer os negócios da empresa.

Janot também pode denunciar Temer por obstrução da Justiça e de organização criminosa.

O presidente e seus defensores afirmam que a acusação é uma ficção criada para prejudicá-lo e que ameaça a reconstrução do país.

Para dar prosseguimento à denúncia, a oposição deve reunir 342 votos.

Nessa hipótese, o processo seria encaminhado ao STF e se o tribunal decidisse levá-lo a julgamento, Temer seria suspenso de seu cargo por até 180 dias, deixando a Presidência nas mãos do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. No caso de ser considerado culpado, seria destituído e o Congresso deveria escolher o seu sucessor para governar até o fim de 2018.

– Demonstração de força –

Apesar de ser dado como certo que a denúncia será bloqueada, Temer quer obter uma vitória folgada, como demonstração de força diante dos aliados que duvidam de sua capacidade de fazer avançar os ajustes reclamados pelos mercados, além da polêmica reforma da previdência.

Os analistas da consultora Eurasia Group preveem que a denúncia será rechaçada “por uma ampla margem […] de 250 a 270 votos” e que o governo poderá, em consequência, “reiniciar as negociações sobre a reforma da previdência”.

No meio da tarde, a Bolsa subia 1% e o real se fortalecia em relação ao dólar, uma clara aposta dos mercados a favor da continuidade do presidente.

O domínio de Temer no Congresso contrasta com a sua popularidade, de apenas 5%, a pior desde o retorno à democracia, segundo uma pesquisa do Ibope. Cerca de 81% dos brasileiros apoia que o presidente seja julgamento, de acordo com o mesmo instituto.

A oposição acusa Temer de ter dado nas últimas semanas recursos para deputados que poderiam reduzir a sua base aliada.

“Para ficar no governo, Temer talvez tenha gasto quase tanto quanto o PSG para levar o passe do Neymar”, disse à AFP o deputado Chico Alencar, do PSOL, em referência aos 222 milhões de euros que o clube francês deve pagar ao Barcelona pela recisão do contrato do ídolo.

Temer já perdeu seis assessores ministeriais atingidos pelo escândalo da Petrobras e tem outros oito sob investigação do STF.

 

AFP

Twitter: @estrelaguianews

 

 

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