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Pesquisa mostra que Endividamento do consumidor em Cuiabá registra quinta queda consecutiva, em maio

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A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), do mês de maio, registrou a quinta queda consecutiva do endividamento do consumidor e redução na variação anual para o mês. O índice atingiu 62,2% em maio desse ano, contra 64,2% em maio de 2016. O maior índice registrado nos últimos 13 meses foi em dezembro, quando a Peic atingiu 69,7%. De lá para cá, foram cinco quedas consecutivas até atingir o patamar atual.

A pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada nesta quinta (01/06), pela Fecomércio-MT, mostra também que cessou o crescimento que vinha sendo registrado daquelas famílias que não terão condições de pagar suas contas. O índice para esse público permaneceu em 20,2% em maio, com 38.247 famílias nessas condições. Entretanto, o índice é 78,5% maior do que o registrado em maio de 2016, quando eram apenas 21.247.

Tipo de dívida

O cartão de crédito ocupa o topo da lista das famílias com dívida em Cuiabá com 56,3% do total, seguido dos carnês, com 37,7% e empatados em terceiro o Crédito Pessoal e Financiamento de casa, com 9,3%. Se compararmos com o mesmo período do ano passado (maio 2016), os resultados obtidos em maio desse ano são um pouco mais otimistas, com menos endividados (apesar de ainda inspirar preocupação), já que naquele período os endividados com cartão de crédito chegaram a 61,2%.

Contas em atraso

Das famílias que possuem contas em atrasado, o índice apresentou redução de 3,5% em relação ao mês passado e agora atinge 67.495 famílias cuiabanas. O tempo médio para pagamento dessas contas chega a 66,3 dias em maio, tempo menor do que o registrado no mesmo período de 2016, quando eram 67 dias.

Em relação ao tempo de comprometimento com as dívidas, os cuiabanos passam 6,7 meses comprometidos com cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimo pessoal, compra de imóvel, prestações de carro e outros. No ano passado (maio de 2016), esse tempo era de 6,4 meses. No entanto, a renda comprometida das famílias diminuiu no intervalo de um ano, saindo de 31,1% da renda em maio de 2016 e caindo para 26,1% em maio desse ano.

Motivo da redução

O presidente da Fecomércio-MT, Hermes Martins da Cunha, explica que entre os motivos desses números mais otimistas, está a liberação do FGTS no mercado. “Esse dinheiro que estava parado, e que foi liberado pelo governo, trouxe um impacto significativo principalmente para o comércio, já que muitos aproveitaram para sair do vermelho e regularizar débitos em atraso”, disse Hermes. Outros fatores envolvem a queda na margem do custo de crédito, além do ritmo ainda fraco de concessão de empréstimos e financiamentos para as famílias.

 

FECOMERCIO – MT

Twitter: @estrelaguianews

 

 

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