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Orçamento de 2020 prevê R$ 2 bi para Censo; complemento deve ser buscado via emendas

Publicado por: Rosano Almeida

A proposta de Orçamento para 2020 deve reservar R$ 2 bilhões para a realização do Censo Demográfico pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo apurou o Estadão/Broadcast. O volume de recursos é menor que o custo de R$ 2,3 bilhões necessário para levar o maior levantamento estatístico do País a campo no ano que vem. Os R$ 300 milhões restantes serão buscados via emendas parlamentares durante a tramitação da proposta no Congresso Nacional.

A pesquisa, que vai a todos os lares brasileiros em 2020, já foi enxugada pela falta de recursos – no formato original, ela foi orçada em R$ 3,435 bilhões, sendo R$ 3,027 bilhões necessários no ano que vem. Mesmo assim, a área econômica do governo enfrenta dificuldades para garantir todo o dinheiro necessário.

A maior trava é o teto de gastos, que vai crescer apenas 3,37% no ano que vem (essa é a variação da inflação em 12 meses até junho deste ano), enquanto despesas obrigatórias como benefícios previdenciários estão avançando num ritmo mais acelerado. Em entrevista ao Estadão/Broadcast neste mês, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, antecipou que os gastos com a Previdência vão crescer R$ 40 bilhões no Orçamento de 2020.

No ano da realização do levantamento, grande parte da verba é destinada ao pagamento dos pesquisadores. No orçamento original, encaminhado pelo IBGE ao governo antes dos cortes no questionário e obtido pela reportagem por meio da Lei de Acesso à Informação, era previsto um gasto de R$ 1,984 bilhão com contratação de funcionários temporários para a aplicação dos questionários.

Outros R$ 116,987 milhões seriam empregados na locação de veículos, além de R$ 164 milhões estimados para “ajuda locomoção”, segundo o orçamento original do IBGE. O documento previa ainda gasto de R$ 56,2 milhões em combustíveis, R$ 60,4 milhões com preparação e instalação de postos de coleta, R$ 26,3 milhões em despesas de água, luz e telefone dos postos de coleta e R$ 84 milhões em pacotes de internet e banda larga para a transmissão dos dados pelos recenseadores.

O orçamento original ainda previa R$ 120 milhões para a campanha publicitária do Censo, realizada para conscientizar a população sobre a necessidade de receber os recenseadores em seus lares.

Segundo apurou o Estadão/Broadcast, o IBGE ainda trabalha no detalhamento e na adequação dos custos ao novo Orçamento da pesquisa, de R$ 2,3 bilhões.

 

Estadão

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